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Entrevista com um consultor SAP/ABAP

Estamos disponibilizando uma entrevista com um consultor SAP/ABAP.

Carlos Alberto Santos tem 29 anos e é consultor SAP/ABAP. Paulista e atualmente morando em Recife, dá consultoria SAP nas empresas na região Nordeste.

1. Como definiria a profissão de consultor ABAP?
R.: ABAP é a linguagem de programação do SAP considerado o maior sistema de gestão empresarial mundial. Para iniciar como consultor ABAP a pessoa deve ter uma boa lógica de programação, interessante que já tenha trabalhado com outras linguagens) e bons conhecimentos de banco de dados, já terá 80% de aprovação em sua iniciação na carreira. Facilidade de inglês técnico para leitura.

2. Quais as principais áreas de atuação da sua profissão?
R: O consultor ABAP sempre trabalha na área de TI de uma organização, porém ele pode trabalhar com diversos ramos de atividade, isso depende do negócio da empresa. Exemplo: Hospitais, Indústrias, Varejo, etc…

3. Como é a sua rotina, quais as suas principais atividades?
R: Generalizando, desenvolver os programas de acordo com a necessidade do cliente. Exemplos: Criar relatórios, tabelas, programas com processamento de arquivos(.TXT,.XLS), etc. Existe o consultor(a) de negócios que chamamos de consultor(a) funcional SAP e o Key-User. O consultor(a) funcional é a pessoa que entende do processo do cliente com o Key-User que é o usuário chave do cliente e faz o levantamento de dados e informações de tudo o que precisa ser feito/desenvolvido e cria um fluxograma para que o ABAP desenvolva.

4. Qual a sua formação acadêmica e profissional?
R: Sou formado em Tecnologia em Processamento de dados na FIAP de São Paulo, sou consultor ABAP há sete anos, passei por consultorias e empresas diversas.

5. Qual a formação que um estudante deve buscar para se tornar um bom consultor ABAP?
R: Alguma formação na área de tecnologia, voltado para área de desenvolvimento de sistemas é o mais indicado, mas nada impede que pessoas de outras áreas possam tentar ingressar, será muito mais trabalhoso é claro, mas se a pessoa começar a gostar, não há problemas.

6. Como é o mercado de certificações?
R: A prova para tirar a certificação só pode fazer quem faz a academia oficial da SAP. A regra muda de tempo em tempo, pode dar uma olhada no site da SAP. Na minha opinião, a certificação é importante e bacana quem tem, mas não é um diferencial em muitas das vezes. O mercado é tão escasso de consultores que muitos recrutadores não fazem tanta questão de selecionar somente quem tem a certificação e sim quem tem experiência e vivência como consultor. Dizem que a certificação ABAP é uma das mais difíceis dentre os módulos do SAP, pois eles fazem perguntas muito técnicas, e tudo é em inglês as apostilas e a prova, paga-se um valor e marca o dia da prova, tem que tirar a nota 5 no mínimo se não me engano. Há diversos simulados e materiais na internet que ajudam bastante antes de fazer a prova, e também o simulado da própria academia.

7. Qual a faixa salarial de um consultor ABAP?
R: Isso varia muito por região geográfica, como qualquer outra profissão e também depende muito da necessidade do cliente, mas acredito que a faixa salarial está entre R$20,00/hora a R$100,00/hora. Existem casos isolados que já ouvi falar de um consultor que estava em um projeto no interior de SP em que ele estava ganhando R$140/hora.

8. Qual o perfil profissional de um consultor ABAP?
R: Existem consultores que trabalham dentro das consultorias dando suporte que chamamos de fábrica de software, lá a pessoa tem uma grande estrutura de desenvolvimento, onde haverá vários outros consultores ABAP que o ajudarão no crescimento profissional a maioria são trainees. E existem os consultores que trabalham diretamente nos clientes que chamamos de “Body Shop” que muitas vezes depende totalmente da sua própria vivência no mundo SAP. Não esquecendo também que a exigência do idioma inglês está cada vez maior.

9. Quais são os tipos de empresas que o profissional pode trabalhar?
R: Pode trabalhar em todos os ramos de atividade em que a empresa tem o SAP. Grandes empresas aqui no Brasil e no mundo. Eu diria que o céu é o limite para esse profissional. Eu fiz um intercambio de inglês na Austrália e sei que lá há muitas demandas para consultor ABAP também.

Programador

25/09/2009 1 comentário

O Blog esta começando a andar. Estou colocando uma matéria aqui que eu achei bem interessante, da Revista Vencer, autor Cícero Solimões, sobre Programador:

FALE A LÍNGUA DO COMPUTADOR

AmbiçãoEdição 12

Por: Cícero Solimões

Como toda profissão ligada à informática, o programador de computadores é, no momento, uma das mais requisitadas pelo mercado. Não falta emprego! No entanto, ser programador não é para o bico de qualquer um. É isso mesmo! Embora existam pelo país excelentes cursos, os melhores programadores do mercado são autodidatas, aprenderam sozinhos. Portanto, se você está pensando em seguir essa carreira, saiba de antemão que terá de dedicar horas e horas do seu dia a um trabalho solitário e minucioso, em que o objetivo final é a perfeição. Se você costuma passar boa parte do seu tempo em frente a um computador, o caminho está aberto, e o momento não poderia ser melhor.

Mas não pense que o trabalho solitário é um bom requisito para a profissão. Já foi, não é mais. “Hoje, não existe mais isolamento”, confirma Antônio Flávio Barbosa, diretor-técnico da ABC71, empresa que desenvolve software em São Paulo. “Quem contrata um profissional assim, arruma problemas.” Barbosa explica que, embora o melhor currículo do programador seja a prática, e não os diplomas, o bom profissional deve manter-se atualizado, pesquisar diariamente e trocar idéias com os colegas. “O “fominha”, aquele que quer aprender tudo sozinho, normalmente é um especialista do que não se usa.”

É lógico

Por definição, o programador é o profissional que projeta, codifica, testa, depura e documenta programas de computador. Em outras palavras, é o sujeito que cria uma seqüência de instruções para que o computador as execute. Ou seja, é quem “fala” com o computador porque conhece a “língua” da máquina. Portanto, para ser programador é preciso conhecer as linguagens de programação. Não é tão simples: ser craque nessas linguagens exige conhecimentos de matemática e lógica de programação (a disciplina básica da área na qual se aprende a apresentar metodologias para solução de problemas computacionais).

Ironicamente, o perfil mais conhecido de programador é o hacker, o pirata do cyberespaço, para quem não existem códigos de programação secretos. Quando um hacker entra em um site da C.I.A. ou da Yahoo!, por exemplo, como aconteceu recentemente, isso significa que todas as defesas de segurança foram violadas por um profissional exímio em codificar e decodificar programas – um programador. Hoje, grandes corporações já se renderam ao poder dos hackers e, como não conseguem vencê-los (ou detê-los), elas acabam contratado-os para desenvolverem programas de segurança mais confiáveis.

Barbosa lembra que, há alguns anos – melhor dizendo, na era pré-Internet – o programador tinha dificuldades em manter-se atualizado porque as novidades demoravam para chegar no Brasil. Era preciso encomendar revistas internacionais especializadas (que não são baratas), o que dificultava e encarecia a formação profissional. Com a Internet, acabaram-se as diferenças de nível e, hoje, um bom programador brasileiro tem os mesmos recursos de pesquisa que um colega norte-americano.

No Brasil, os cursos de programação de computadores são bastante comuns, com duração que varia de três meses a três anos. As empresas normalmente não exigem certificados do candidato porque o autodidatismo é uma tradição na profissão, mas é recomendável uma formação técnica em curso de pelo menos um ano de duração. “O bom programador não é aquele que se gaba de conhecer várias linguagens”, avalia Giuseppe Enrico Proment Jr., coordenador de Projetos da Área de Informática da Faculdade São Judas, em São Paulo. “O bom profissional tem de saber adaptar o programa a uma determinada linguagem, o código que ele pode ir aprendendo à medida que desenvolve o projeto.”

Com isso, Proment quer dizer que os programadores que se limitam a trabalhar com as linguagens mais badaladas do momento correm o risco de ficar desatualizados, se não se dedicarem a aprender a utilizar outras ferramentas.

O motivo é um só: a evolução da informática faz com que aquilo que é moderno hoje seja ultrapassado amanhã. Barbosa, da ABC71, observa que houve um tempo em que conhecer a linguagem Cobol era sinônimo de programador. Hoje é preciso, no mínimo, conhecer as linguagens Visual Basic, Delphi, Java e Visual J++.

Mudanças à vista
Há alguns anos, o conceito de produção individual prevalecia na profissão. A razão é que o programador podia desenvolver um programa na linguagem que quisesse, ou sobre a qual tinha maior domínio, e depois vendê-lo para uma empresa. Só os computadores com aquela linguagem podiam decodificar esses dados. Hoje, as linguagens de programação são compatíveis umas com as outras. Isso permite que os dados de uma determinada empresa sejam acessados por qualquer computador. Portanto, um profissional da área sabe que seus programas são manipulados por outros programadores, o que estimula o trabalho em grupo.
A evolução da informática e o advento da Internet estão exigindo que o programador deixe de ser um pesquisador isolado que codifica e decodifica dados. O conhecimento de inglês, pelo menos a leitura, é fundamental, assim como noções de administração de empresas e de metodologias para o desenvolvimento de sistemas, antes tarefas específicas do analista de sistemas.

O aperfeiçoamento é a melhor forma de galgar novos passos na profissão, o que significa melhores oportunidades de trabalho e salários maiores. Atualmente, existem no Brasil aproximadamente 7sete milhões de computadores, e a perspectiva é de que esse número dobre em poucos anos. Para quem pretende acompanhar essa evolução, o ideal é cursar faculdade de Ciências da Computação, Análise de Sistemas ou mesmo Administração de Empresas – com ênfase em informática.

Qual o começo?

Tenha à mão um computador conectado na Internet. A partir daí, procure aprender as linguagens mais simples de programação. Há vários sites com dicas para os iniciados e revistas e diversas outras publicações na própria Internet para quem deseja aventurar-se a conhecer programação.

Saindo na frente

Você deve, pelo menos, saber ler em inglês. Isso permitirá pesquisas em muitos sites, como por exemplo o da Sun Microsystem, desenvolvedora da linguagem Java, o must atual da Internet. O inglês também facilita a troca de mensagens e idéias com outros programadores por meio dos newsgroups especializados em Informática.

Carreira solo

Já foi uma grande característica da profissão, mas hoje os programadores trabalham mais em equipe. De qualquer maneira, uma boa idéia na cabeça e o conhecimento de algumas linguagens fundamentais permitem que o profissional que optou por uma carreira solo ganhe a vida vendendo programas. Mas lembre-se: programas de contabilidade, de administração e outros, típicos de gerenciamento de escritórios – os mais comuns – existem às pencas e podem ser obtidos de graça na Internet. Portanto, se quiser trabalhar sozinho, é bom ter criatividade.

Expansão rápida

Especialize-se, faça um curso universitário. Hoje em dia, um bom programador ganha em média R$ 2 mil, enquanto um analista de sistemas chega a tirar R$ 9 mil por mês.
Dedicação diária

A paixão de Fabrício Henrique Lazaroni Cazzaniga por computadores começou em 1990, quando ele tinha 12 anos de idade e ganhou um micro modelo MSX, hoje uma peça de museu. Fabrício percorreu todos os caminhos tradicionais da evolução de um programador: aprendeu vários tipos de linguagem e desenvolveu programas com as mais diferentes finalidades.

A pesquisa e o desenvolvimento de programas no computador doméstico, no entanto, não era suficiente e ele decidiu se especializar na profissão. Em 1998, Fabrício formou-se em Ciência da Computação na Unesp, da cidade de Rio Claro, e hoje é analista de sistemas da Discover Technology, em São Paulo.

Para ele, informática é a melhor profissão, principalmente porque não há falta de empregos e porque o mercado não exige diplomas, mas sim o conhecimento. “Eu diria que, para quem quer ser programador ou se especializar em informática, é necessário conhecer algumas linguagens e ferramentas básicas, principalmente aquelas voltadas para a Internet, ou seja: Java, HTML, XML, C, Delphi e Visual Basic, por exemplo”, diz Fabrício.

Além do contato com os colegas da Discover, Fabrício freqüentemente acessa os newsgroups específicos da profissão, na Internet, e lê revistas especializadas nacionais e importadas. “Uma das melhores fontes de conhecimento são as páginas das grandes empresas na Internet, que divulgam as principais novidades do mercado e permitem que o programador ou o analista de sistemas de qualquer parte do mundo mantenha-se atualizado”, ensina.

Fabrício fala razoavelmente e lê bem em inglês, o que lhe permite conhecer as inovações tecnológicas e trocar idéias com colegas de qualquer parte do mundo, nos chats profissionais. Para quem está começando na carreira, Fabrício recomenda muita dedicação e atualização permanente. “A informática muda diariamente, por isso não pense que um diploma te habilita para a profissão. Quem quer ser programador ou se especializar em informática deve estar sempre atento ao que está acontecendo no mundo”.

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